terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Mensagem do Papa Francisco para a quaresma 2018

Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma de 2018

Opus Dei - Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma de 2018"Convido os membros da Igreja a empreender com ardor o caminho da Quaresma, apoiados na esmola, no jejum e na oração. Se por vezes parece apagar-se em muitos corações o amor, este não se apaga no coração de Deus!"
Papa
“Porque se multiplicará a iniquidade, vai resfriar o amor de muitos” (Mt 24, 12)

Amados irmãos e irmãs!
Mais uma vez vamos encontrar-nos com a Páscoa do Senhor! Todos os anos, com a finalidade de nos preparar para ela, Deus na sua providência oferece-nos a Quaresma, “sinal sacramental da nossa conversão”, que anuncia e torna possível voltar ao Senhor de todo o coração e com toda a nossa vida.
Com a presente mensagem desejo, este ano também, ajudar toda a Igreja a viver, neste tempo de graça, com alegria e verdade; faço-o deixando-me inspirar pela seguinte afirmação de Jesus, que aparece no evangelho de Mateus: “Porque se multiplicará a iniquidade, vai resfriar o amor de muitos” (24, 12).
Esta frase situa-se no discurso que trata do fim dos tempos, pronunciado em Jerusalém, no Monte das Oliveiras, precisamente onde terá início a paixão do Senhor. Dando resposta a uma pergunta dos discípulos, Jesus anuncia uma grande tribulação e descreve a situação em que poderia encontrar-se a comunidade dos crentes: à vista de fenômenos pavorosos, alguns falsos profetas enganarão a muitos, a ponto de ameaçar apagar-se, nos corações, o amor que é o centro de todo o Evangelho.

Os falsos profetas
Escutemos este trecho, interrogando-nos sobre as formas que assumem os falsos profetas?
Uns assemelham-se a “encantadores de serpentes”, ou seja, aproveitam-se das emoções humanas para escravizar as pessoas e levá-las para onde eles querem. Quantos filhos de Deus acabam ofuscados pelas adulações dum prazer de poucos instantes que se confunde com a felicidade! Quantos homens e mulheres vivem fascinados pela ilusão do dinheiro, quando este, na realidade, torna-os escravos do lucro ou de interesses mesquinhos! Quantos vivem pensando que se bastam a si mesmos e caem vítimas da solidão!
Outros falsos profetas são aqueles “charlatães” que oferecem soluções simples e imediatas para todas as aflições, mas são remédios que se mostram completamente ineficazes: a quantos jovens se oferece o falso remédio da droga, de relações passageiras, de lucros fáceis, mas desonestos! Quantos acabam enredados numa vida completamente virtual, onde as relações parecem mais simples e ágeis, mas depois revelam-se dramaticamente sem sentido! Estes impostores, ao mesmo tempo que oferecem coisas sem valor, tiram aquilo que é mais precioso como a dignidade, a liberdade e a capacidade de amar. É o engano da vaidade, que nos leva a fazer a figura de pavões para, depois, nos precipitar no ridículo; e, do ridículo, não se volta atrás. Não nos admiremos! Desde sempre o demônio, que é “mentiroso e pai da mentira” (Jo 8, 44), apresenta o mal como bem e o falso como verdadeiro, para confundir o coração do homem. Por isso, cada um de nós é chamado a discernir, no seu coração, e verificar se está ameaçado pelas mentiras destes falsos profetas. É preciso aprender a não se deter no nível imediato, superficial, mas reconhecer o que deixa dentro de nós um rastro bom e mais duradouro, porque vem de Deus e visa verdadeiramente o nosso bem.

Um coração frio
Na Divina Comédia, ao descrever o Inferno, Dante Alighieri imagina o diabo sentado num trono de gelo; habita no gelo do amor sufocado. Interroguemo-nos então: Como se esfria o amor em nós? Quais são os sinais indicadores de que o amor corre o risco de se apagar em nós?
O que apaga o amor é, antes de mais nada, a ganância do dinheiro, “raiz de todos os males” (1 Tm 6, 10); depois dela, vem a recusa de Deus e, consequentemente, de encontrar consolação n'Ele, preferindo a nossa desolação ao conforto da sua Palavra e dos Sacramentos. Tudo isto se permuta em violência que se abate sobre quantos são considerados uma ameaça para as nossas “certezas”: o bebê nascituro, o idoso doente, o hóspede de passagem, o estrangeiro, mas também o próximo que não corresponde às nossas expectativas.
A própria criação é testemunha silenciosa deste resfriamento do amor: a terra está envenenada por resíduos lançados por negligência e por interesses; os mares, também eles poluídos, devem infelizmente guardar os despojos de tantos náufragos das migrações forçadas; os céus – que, nos desígnios de Deus, cantam a sua glória – são sulcados por máquinas que fazem chover instrumentos de morte.
E o amor resfria-se também nas nossas comunidades: na Exortação apostólica Evangelii gaudium procurei descrever os sinais mais evidentes desta falta de amor. São eles a inércia egoísta, o pessimismo estéril, a tentação de se isolar empenhando-se em contínuas guerras fratricidas, a mentalidade mundana que induz a ocupar-se apenas do que aparece, reduzindo assim o ardor missionário.

Que fazer?
Se porventura detectamos, no nosso íntimo e ao nosso redor, os sinais que acabo de descrever, saibamos que, a par do remédio por vezes amargo da verdade, a Igreja, nossa mãe e mestra, nos oferece, neste tempo de Quaresma, o remédio doce da oração, da esmola e do jejum.
Dedicando mais tempo à oração, possibilitamos ao nosso coração descobrir as mentiras secretas, com que nos enganamos a nós mesmos, para procurar finalmente a consolação em Deus. Ele é nosso Pai e quer para nós a vida.
A prática da esmola liberta-nos da ganância e ajuda-nos a descobrir que o outro é nosso irmão: aquilo que possuo, nunca é só meu. Como gostaria que a esmola se tornasse um verdadeiro estilo de vida para todos! Como gostaria que, como cristãos, seguíssemos o exemplo dos Apóstolos e víssemos, na possibilidade de partilhar com os outros os nossos bens, um testemunho concreto da comunhão que vivemos na Igreja. A este propósito, faço minhas as palavras exortativas de São Paulo aos Coríntios, quando os convidava a tomar parte na coleta para a comunidade de Jerusalém: “Isto é o que vos convém” (2 Cor 8, 10). Isto vale de modo especial na Quaresma, durante a qual muitos organismos recolhem coletas a favor das Igrejas e populações em dificuldade. Mas como gostaria também que no nosso relacionamento diário, perante cada irmão que nos pede ajuda, pensássemos: aqui está um apelo da Providência divina. Cada esmola é uma ocasião de tomar parte na Providência de Deus para com os seus filhos; e, se hoje Ele Se serve de mim para ajudar um irmão, como deixará amanhã de prover também às minhas necessidades, Ele que nunca Se deixa vencer em generosidade?
Por fim, o jejum tira força à nossa violência, desarma-nos, constituindo uma importante ocasião de crescimento. Por um lado, permite-nos experimentar o que sentem quantos não possuem sequer o mínimo necessário, provando dia a dia as mordidas da fome. Por outro, expressa a condição do nosso espírito, faminto de bondade e sedento da vida de Deus. O jejum desperta-nos, torna-nos mais atentos a Deus e ao próximo, reanima a vontade de obedecer a Deus, o único que sacia a nossa fome.
Gostaria que a minha voz ultrapassasse as fronteiras da Igreja Católica, alcançando a todos vós, homens e mulheres de boa vontade, abertos à escuta de Deus. Se vos aflige, como a nós, a difusão da iniquidade no mundo, se vos preocupa o gelo que paralisa os corações e a ação, se vedes esmorecer o sentido da humanidade comum, uni-vos a nós para invocar juntos a Deus, jejuar juntos e, juntamente conosco, dar o que puderdes para ajudar os irmãos!

O fogo da Páscoa
Convido, sobretudo os membros da Igreja, a empreender com ardor o caminho da Quaresma, apoiados na esmola, no jejum e na oração. Se por vezes parece apagar-se em muitos corações o amor, este não se apaga no coração de Deus! Ele sempre nos dá novas ocasiões, para podermos recomeçar a amar.
Ocasião propícia será, também este ano, a iniciativa “24 horas para o Senhor”, que convida a celebrar o sacramento da Reconciliação num contexto de adoração eucarística. Em 2018, aquela terá lugar nos dias 9 e 10 de março – uma sexta-feira e um sábado –, inspirando-se nestas palavras do Salmo 130: “Em Ti, encontramos o perdão” (v. 4). Em cada diocese, pelo menos uma igreja ficará aberta durante 24 horas consecutivas, oferecendo a possibilidade de adoração e da confissão sacramental.
Na noite de Páscoa, reviveremos o sugestivo rito de acender o círio pascal: a luz, tirada do “lume novo”, pouco a pouco expulsará a escuridão e iluminará a assembleia litúrgica. “A luz de Cristo, gloriosamente ressuscitado, nos dissipe as trevas do coração e do espírito”, para que todos possamos reviver a experiência dos discípulos de Emaús: ouvir a palavra do Senhor e alimentar-nos do Pão Eucarístico permitirá que o nosso coração volte a inflamar-se de fé, esperança e amor.
Abençoo-vos de coração e rezo por vós. Não vos esqueçais de rezar por mim.

Vaticano, 1 de Novembro de 2017
Solenidade de Todos os Santos
Francisco

Tempo quaresmal: exercicios de conversão



Existem exercícios quaresmais que proporcionam a conversão

A liturgia que abre o Tempo da Quaresma manda proclamar o Evangelho em que Nosso Senhor fala da esmola, da oração e do jejum, os quais nos conduzem a um caminho de conversão.
Toda nossa vida se torna um sacrifício espiritual, o qual apresentamos continuamente ao Pai, em união com o sacrifício de Jesus sofredor e pobre; a fim de que, por Ele, com Ele e n’Ele, seja o Pai em tudo louvado e glorificado. Por isso, a Quaresma é um caminho bíblico, pastoral, litúrgico e existencial para cada cristão pessoalmente e para a comunidade cristã em geral, que começa com as cinzas e conclui com a noite da luz, a noite do fogo, a noite santa da Páscoa da Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Vamos refletir sobre os rumos de nossa espiritualidade até a Páscoa de Nosso Senhor Jesus, ou seja, a vida nova que Ele tem para nós, os exercícios quaresmais de conversão. A liturgia da Quarta-feira de Cinzas, que abre o Tempo da Quaresma, manda proclamar o Evangelho em que Nosso Senhor fala da esmola, da oração e do jejum, conforme Mateus 6,1-8.16-18.
Exercícios quaresmais de conversão - 1600x1200

                                  Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com

Exercícios Quaresmais de conversão

Oração: A oração é a expressão máxima de nossa fé. Não podemos pensar nela como algo que parte somente de nós, pois, quando o homem se põe em oração, a iniciativa é de Deus, que atingiu, com a Sua graça, o coração desse homem. Toda a nossa vida deveria ser uma oração, ou seja, uma comunicação com o divino em nós.
Jejum: Jejuar é abster-se de um pouco de comida ou bebida, é estabelecer o correto relacionamento do homem com a natureza criada. A atitude de liberdade e respeito diante do alimento torna-se símbolo de sua liberdade e respeito para com tudo quanto o envolve e o possa escravizar: bens materiais, qualidades, opiniões, ideias, pessoas, apegos e assim por diante. Jejuar significa fazer espaço em si.
Esmola ou caridade: O que significa esmola? Dar esmola significa dar de graça, dar sem interesse de receber de volta, sem egoísmo, sem pedir recompensa, mas em atitude de compaixão. Nisso, o homem imita o próprio Deus no mistério da criação, e a Jesus Cristo, no mistério da redenção.
Celebrar a Eucaristia no tempo da Quaresma significa percorrer com Cristo o itinerário da provação que cabe à Igreja e a todos os homens; é assumir mais decididamente a obediência filial ao Pai, e o dom de si aos irmãos que constituem o sacrifício espiritual. Assim, renovando os compromissos do nosso batismo, na noite pascal, poderemos “passar” para a vida nova de Jesus, Senhor ressuscitado para a glória do Pai na unidade do Espírito.


Para celebrar bem este tempo

1. O Tempo da Quaresma, que é este tempo de conversão, se estende da Quarta-feira de Cinzas até a Missa, na Ceia do Senhor. Essa Missa vespertina dá início, nos livros litúrgicos, ao Tríduo Pascal da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor, o qual tem seu cume na Vigília Pascal e termina com as vésperas do Domingo da Ressurreição. A semana que precede a Páscoa toma o nome de Semana Santa. Ela começa com o Domingo de Ramos.

2. Os domingos deste tempo de conversão se chamam de 1°, 2°, 3°, 4° e 5° Domingo da Quaresma. O 6° domingo toma o nome de “Domingo de Ramos e da Paixão”. Esse dia tem a precedência sobre as festas do Senhor e sobre qualquer solenidade.

3. As solenidades de São José, esposo de Nossa Senhora (19 de março) e da Anunciação do Senhor (25 de março), como outras possíveis solenidades dos calendários particulares, antecipam sua celebração para o sábado, caso coincidam com esses domingos;

4. A liturgia da Quarta-feira de Cinzas abre o tempo da Quaresma. Não se dizem nem se cantam o Glória nem o Credo na Missa.

5. Aos domingos da Quaresma, não se canta o hino Glória; faz-se, porém, sempre a Profissão de Fé e o Creio. Depois da segunda leitura, não se canta o Aleluia; o versículo, antes do Evangelho, é acompanhado de uma aclamação a Cristo Senhor. Omite-se o Aleluia também nos outros cantos da Missa.

6. A cor litúrgica do Tempo da Quaresma é a roxa; para o 4° domingo (Laetare – Alegria) é permitido o uso da cor rosa. No Domingo de Ramos e na Sexta-feira Santa, a cor das vestes litúrgicas e do celebrante é a vermelha, por tratar-se da Paixão do Senhor.

7. Sugestão: em oração, colha de Deus uma penitência ou mortificação pessoal que você possa viver neste tempo de retiro. Por exemplo: deixar algo de que gosta muito de fazer ou de comer, falar menos, diminuir o barulho ao seu redor, assistir menos à televisão, reconciliar-se com as pessoas e situações, fazer um bom exame de consciência e confessar-se. Nos dias de jejum, oferecer a quem não tem o que você iria comer e beber etc.

fonte: Pe. Luizinho, Comunidade Canção Nova
           https://www.cancaonova.com/

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

CURA DE TODAS AS DOENÇAS


         
       
 CURA DE TODAS AS DOENÇAS



Senhor Jesus, suplicamos no poder de Teu Nome † (sinal da cruz), que está acima de todo Nome, que todos os padrões de enfermidade física transmitidos em minha linha de família, deixem de existir.





Na Tua graça, Senhor, cortamos todos os laços de qualquer tipo de enfermidade: do coração, do sangue, desordens digestivas e da alimentação, câncer, úlceras e todas as tendências a formar tumores. Senhor, clamo que Tu coloques ordem em todas as desordens femininas (de menstruação, de desequilíbrio hormonal, infertilidade e frieza sexual) ou na sexualidade masculina (impotência e doenças infecciosas).
Clamo também, Senhor † (sinal da cruz), que Tu venhas contra
todas as deformidades físicas, problemas de audição, imunodeficiências, doenças raras, olhos fracos, maus dentes e pés chatos.
Também contra todas as enxaquecas, retardamento mental, problemas dos pulmões, artrite, doenças da pele, desordens ósseas e pressão alta.
Renuncio e corto no poder de Jesus † (sinal da cruz)toda transmissão de todas as desordens físicas, fraquezas inexplicáveis e todos os traumas que me atingiram geneticamente.
Senhor, libertai-nos dos efeitos e de toda propagação desses caminhos de doenças, inseridos em minha linha de família.
Pai, perdoai todos em minha família, que tiveram mania de doença como forma de evitar a vida e pelas maneiras como tentaram satisfazer necessidades pessoais de modos doentios.
Senhor, que um padrão de "escolher a vida" flua como rio através de minha linha de sangue.
Eu Te louvo e Te agradeço, Senhor, pelas graças que Tu estás me concedendo. Amém!






Coração de Maria, saúde dos enfermos ... rogai por nós!





segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Os Católicos e a Festa de Halloween






 Neste texto e audio abaixo, uma matéria sobre a festa de Hallowenn, com Pe. Paulo Ricardo.
 


                                                  Foto referencial de Halloween / Pixabay (Domínio Público)

O que nós, como católicos, devemos pensar a respeito do Halloween? Qual a origem dessa festa e como ela assumiu os contornos que vemos hoje? Seria possível festejá-la, em nossos dias, de forma cristã?

Traduzida para a língua portuguesa como "dia das bruxas", a expressão Halloween se origina, na verdade, do calendário litúrgico da Igreja Católica, que celebra no dia 31 de outubro a véspera da Solenidade de Todos os Santos — All Hallows' Eve, em inglês. Seguida pela Comemoração dos Fiéis Defuntos, no dia 2 de novembro, ambas as festas marcam o início de um mês que, para os católicos, se destina tradicionalmente à meditação dos novíssimos (as "últimas realidades", que abarcam a morte, o juízo, o Céu, o inferno e o purgatório). Sabendo, de fato, que a Igreja não é formada apenas pelos membros que militam nesta vida, mas também pelos santos que triunfam no Céu e pelas almas que padecem no purgatório, sempre existiu no coração católico um sentimento de profunda solidariedade para com nossos irmãos do além, sendo esse o motivo pelo qual visitamos os cemitérios, rezamos, jejuamos e mandamos celebrar Missas pelas almas dos fiéis defuntos.

Uma prática piedosa esquecida, também com essa finalidade, é a de dar esmolas, da qual se origina a famosa brincadeira de "doces ou travessuras" (trick-or-treat): a princípio, eram os pobres pedintes que batiam às portas das casas das famílias, esperando receber delas o "pão das almas"; com o tempo, porém, esse pão foi se sofisticando e sendo substituído por doces das mais variadas formas, os quais passaram a ser distribuídos também às crianças. Outro fato curioso é que, possivelmente, foram as visitas aos cemitérios cristãos que deram origem ao costume hoje vigente no Halloween de se acender uma vela dentro de uma abóbora: construídos ao lado das igrejas, os cemitérios eram terrenos muito limitados, pelo que, em alguns lugares, a fim de dar espaço a outros defuntos, os ossos dos falecidos há mais tempo eram colocados em um lugar à parte, onde, ao mesmo tempo, velas eram acendidas para se fazer oração. É da pedagogia cristã, por fim, que parecem vir os trajes de demônios e afins, que hoje as pessoas vestem com escárnio e fins meramente mundanos: no começo, esses costumes eram usados nas artes para catequizar as crianças e ensinar-lhes a Fé, incutindo nelas, desde a mais tenra idade, as verdades eternas. Assim os filhos aprendiam a existência dos demônios e do inferno, a pena eterna devida pelo pecado mortal, a possibilidade real de condenar-se para sempre etc.

Hoje, no entanto, permitir que as crianças se disfarcem de bruxos, monstros e demônios é, sem sombra de dúvida, um grande erro por parte de pais e educadores. A moderna festa de Halloween, que se propagou ao redor do mundo desde os Estados Unidos e a Inglaterra, preservou muito pouco de seus elementos originalmente cristãos. Isso aconteceu porque a Rainha Elisabete I, desprezando (como boa protestante que era) a intercessão pelos mortos, proibiu os seus súditos (e fiéis) de tomarem parte em quaisquer cerimônias que lembrassem o respeito e a reverência que, enquanto membros do mesmo corpo místico, todos devemos aos nossos irmãos que morreram em Cristo. Com isso, ao invés de eliminar os festivais que seu povo tão piedosamente celebrava, o que a Coroa conseguiu foi simplesmente desnaturar o Halloween de todo o seu sentido cristão, fazendo com que os ingleses retomassem, ainda que de forma mitigada, os cultos macabros que os celtas, seus ancestrais pagãos, prestavam aos mortos. Assim, o que fôra para os primeiros evangelizadores da Inglaterra uma grande oportunidade de catequese — por ordem de Gregório Magno, que enviou ao país Santo Agostinho da Cantuária e o orientou expressamente a lançar mão dos elementos da cultura local para a conversão dos nativos — terminou se transformando, para as gerações vindouras, em flerte com o paganismo e causa de verdadeira perdição.

Muitos sacerdotes exorcistas atestam essa verdade na prática de seu ministério: é grande a contaminação que recebem muitas crianças e jovens ao participarem das aparentemente "inofensivas" brincadeiras desta que constitui, agora, uma festividade puramente pagã. Por isso, recomenda-se às famílias católicas que evitem tomar parte nessas comemorações e não permitam que seus filhos se caracterizem como bruxos, demônios e coisas afins. Podemos até admitir, como já explicado, que a origem do Halloween seja católica; festejá-lo da forma mundana como ele é festejado hoje, todavia, constitui muito mais um mal que propriamente um bem.

É claro que as famílias cristãs podem — e devem — servir-se dessa ocasião, em suas casas, para restaurar o autêntico sentido católico do dia 31 de outubro: aproveitar a proximidade da festa de Todos os Santos para inspirar as crianças e os jovens a imitarem o exemplo desses amigos de Deus e aspirarem ao destino eterno que eles alcançaram. Uma boa sugestão nesse sentido seria, ao invés de impor nos filhos os costumes dos condenados ao inferno, vesti-los com roupas de santos. Vesti-los de santos, sim, o que não significa necessariamente vesti-los com hábitos clericais ou religiosos, porque afinal, como nos ensina a história da Igreja, a santidade é para todas as pessoas, independentemente do estado de vida — e da faixa etária — em que se achem. Incentivando nossas crianças a celebrarem deste modo a véspera de Todos os Santos, começaremos a prepará-los desde já para a celebração plena desse mistério no Céu.

Audio - Os Católicos e a Festa de Halloween 
 

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Retiro de Aprofundamento de Oração - I Senhor, faz-me cheio de Ti

 

Clique para ver as fotos do Retiro de Aprofundamento: "I Senhor, faz-me cheio de Tí", com a presença dos pregadores, Pe. Rosivaldo Lopes (pároco da Paróquia São Geraldo Majela), e, Ederson Luiz Marques (Edinho - coordenador do Ministério de Intercessão da Diocese de Jacarezinho-Pr, ocorrido nos dias 21 e 22 de outubro de 2017, em Paróquia São Geraldo Majela de Bandeirantes-Pr.


quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

2017, Jubileu de Ouro da RCC

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O Conselho Nacional da RCCBRASIL, que está reunido em Brasília desde a última quarta-feira, dia 21, discerniu a temática que deverá acompanhar as missões, encontros e ser trabalhada nas reuniões de oração dos Grupos de Oração. “O Espírito Santo descerá sobre ti”, de Lucas 1,35, foi a passagem que o Senhor inspirou.
Também foram apresentadas sugestões de temáticas para alguns encontros que já fazem parte da vida do movimento nos estados e dioceses:
- para os congressos estaduais: “O Espírito Santo descerá sobre ti” (Lc 1,35)
- para os encontros de carnaval: “Meu espírito exulta de alegria (Lc 1,47)”
- para os encontros de Pentecostes: “E com eles, estava Maria...” (cf. At 1,14)
- para o Cenáculo com Maria: “Com Maria, retornemos ao Cenáculo”

Dom Alberto Taveira Corrêa, arcebispo de Belém e assessor eclesiástico da RCCBRASIL, que está acompanhando a reunião do conselho, escreveu uma carta reunindo toda a inspiração que o Senhor deu na oração de discernimento e apresentou ao conselho nacional. A inspiração para essas temáticas estão na carta de Dom Alberto.
Transcrevemos abaixo a carta e pedimos que seja repassada a todos os Grupos de Oração do Brasil.



TEMA DO ANO DE 2017
JUBILEU DE OURO DA RENOVAÇÃO CARISMÁTICA CATÓLICA
ANO MARIANO NACIONAL
      No dia 23 de setembro de 2016, sexta-feira, dia de São Padre Pio, o Espírito Santo conduziu o Conselho Nacional da Renovação Carismática Católica a mais uma experiência de Cenáculo, quando foi realizada a eleição de Katia Roldi Zavaris como Presidente do mesmo Conselho para os próximos três anos. Procedemos com serenidade, sabendo que fomos acompanhados pela oração de tantos irmãos e de todas as partes do Brasil, para que o discernimento correspondesse à vontade de Deus, para irmos ao encontro da nova e exigente etapa a ser vivida pela RCC, com os passos a serem dados no ano do Jubileu de Ouro. Damos graças ao Senhor pela sua mão que, temos a certeza, conduziu os trabalhos realizados.
            
 De acordo com a prática consolidada da RCC no Brasil, coube-nos ainda, no mesmo clima de Cenáculo, a tarefa de discernir o tema do próximo ano, que orientará todas as atividades a serem realizadas, na busca da unidade, com a qual desejamos contribuir para a Evangelização (Cf. Jo 17, 21), a fim de que o mundo creia.
            
 Durante o dia, muitos irmãos e irmãs contribuíram com as propostas ligadas aos vários eventos eclesiais que se apresentam. No próximo dia 12 de outubro, começará o ANO MARIANO NACIONAL, para celebrar os trezentos anos da aparição da imagem de Nossa Senhora Aparecida. O JUBILEU DE OURO da Renovação Carismática Católica, a ser celebrado em Roma, junto com o Papa Francisco, na Solenidade de Pentecostes de 2017, tem conduzido nossa reflexão e nossa oração na direção de “Um novo Pentecostes para uma nova Evangelização”. A Virgem Maria, com sua docilidade aos planos de Deus, acolheu o dom do Espírito Santo para a Encarnação do Verbo, esteve de pé aos pés da Cruz, acompanhou a primeira Comunidade Cristã no testemunho de Cristo Ressuscitado e esteve no Cenáculo, orando, preparando e acolhendo o dom do Espírito Santo no Pentecostes.
            
 Para preparar a desejada renovação da graça do Pentecostes, a Renovação Carismática Católica do Brasil terá como tema do ano de 2017 a palavra do Anjo Gabriel dirigida a Nossa Senhora:

“O ESPÍRITO SANTO DESCERÁ SOBRE TI” (Lc 1, 35)
              
 Desejamos olhar para a Virgem Maria e aprender dela a docilidade ao Espírito Santo. Sabemos que, na justa medida, nós também queremos fazer com que Jesus nasça no coração das pessoas, pela Evangelização. Para tanto, sabendo que a graça concedida à Renovação Carismática Católica é que sejamos “apóstolos do Batismo no Espírito Santo”, buscamos a fidelidade à recomendação do Papa Francisco, de que levemos adiante este apostolado, para o bem da Igreja.
              
 Diante da escolha feita, nossa oração nos conduziu a uma música muito conhecida e rica de conteúdo, com a qual queremos viver este ano de 2017 que se aproxima:

1-      Quando teu Pai revelou o segredo a Maria
Que, pela força do Espírito, conceberia
A ti, Jesus, Ela não hesitou logo em responder
Faça-se em mim, pobre serva o que a Deus aprouver!
Hoje imitando a Maria que é imagem da Igreja
Nossa família outra vez te recebe e deseja
Cheia de , de esperança e de amor, dizer sim a Deus
Eis aqui os teus servos, Senhor!

Refrão: Que a graça de Deus cresça em nós sem cessar
E de ti, nosso Pai, venha o Espírito Santo de amor
 Pra gerar e formar Cristo em nós!

2 - Por um decreto do Pai ela foi escolhida
Para gerar-te, ó Senhor, que és origem da vida
Cheia do Espírito Santo no corpo e no coração
Foi quem melhor cooperou com a tua missão.
Na comunhão recebemos o Espírito Santo
E vem contigo Jesus, o teu Pai sacrossanto
Vamos agora ajudar-te no plano da salvação
Eis aqui os teus servos, Senhor!

3 - No coração de Maria, no olhar doce e terno
Sempre tiveste na vida um apoio materno
Desde Belém, Nazaré, só viveu para Te servir
Quando morrias na cruz, tua mãe estava ali.
Mãe amorosa da Igrejaquer ser nosso auxílio
Reproduzir nos cristãos as feições de teu Filho
Como Ela fez em Caná, nos convida a te obedecer
Eis aqui os teus servos, Senhor!

4 - De outra Mãe, a Igreja, um dia nascemos;
Pelo batismo, tua vida imortal recebemos.
Sendo fiel, conservou tuas palavras e transmitiu
A nós, seus filhos amados, e a ti conduziu.
Vendo que os homens têm fome de amor e verdade,
Tantos são pobres e fracos sem paz e amizade,
Deste à Igreja a missão de gerar-te nos corações:
Eis aqui os teus servos, Senhor!

(Canto de Comunhão da Missa “Maria, Mãe da Igreja - Letra: Dom Carlos Alberto Navarro; Música: Waldeci Farias).

“Nós vos pedimos, Senhor, que a vossa Igreja, pela materna intercessão da Virgem Maria, instrua todas as nações pelo anúncio do Evangelho, e encha a terra toda com a efusão do Espírito Santo”
(Cf. Oração depois da Comunhão, Missa votiva de Nossa Senhora, Mãe da Igreja)        

Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo de Belém/PA e Assessor Eclesiástico da RCCBRASIL

PORTAL DA RCC - BRASIL

Vídeo institucional Renovação Carismática Católica Jubileu 50 anos



 

sábado, 5 de novembro de 2016